"Pare de causar." disse-me o paulista, num tom arrogante.
"Não paro!", respondi elevando minha voz, propositalmente irritante.
Eu causo pelas causas que me afetam, não me ponho quieta.
Eu crio caso em qualquer casa, não me intimidam suas regras.
Sou um tornado violentando as estruturas, trazendo caos.
Sou uma brisa refrescante tocando seu rosto, trazendo a paz.
E poucos puderam perceber as duas faces que trago.
Muitos tentaram conter o estrago.
Mas apenas um pôde sentir meu afago.
Caos e poesia como amantes em fatos.
Cause poetisa! Pondo amor e ódio em teus atos.
Calco a profecia neste chão, onde espalho meus cacos.
Que o amor jamais será afetado, que o ódio é frágil.
Assim dizia o poema escrito no vento por um poeta hábil.
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